Apesar de incómoda, a verdade é que, mais uma
vez, os meios de comunicação social deste país
à beira mar naufragado, deturparam o verdadeiro conteúdo
das medidas elaboradas por Pina DeMora.
Com uma verdadeira fúria, própria das bem conhecidas
"forças de bloqueio", jornais |
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e
canais de televisão alteraram em vários pontos
o texto original (com intenções que não
seriam certamente as melhores...).
Apostada em repor a verdade, a Rede 2001, revela em primeira
mão o texto original das medidas anunciadas. Para que
o leitor possa comparar onde chega o atrevimento da comunicação
social deste país, reproduzimos lado a lado o que foi
publicado e o texto verdadeiro.
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As
inverdades publicadas
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O
texto original
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Gestão
e controlo da despesa
Medida 1 - Controlar o crescimento da despesa corrente primária
(sem juros),
fixando um tecto de referência de quatro por cento ao ano,
eventualmente
ajustado em função da taxa de inflação.
Efeito: 2002 a 2004.
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Gestão
e controlo das despesazinhas
Medida 1 - Controlar o crescimento das despesas de representação
(e respectivos juros), fixando um tecto de referência de trezentas
viagens por ano, por deputado, eventualmente ajustado em função
da taxa de inflação. Efeito: 225 deputados felizes
que aprovarão tudo o que apresentarmos.
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Medida
3 - Cortar as dotações congeladas ao abrigo do
OE 2001. Efeito:
imediato inscrito no OE 2001. Poupança: 59 Mc.
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Medida
3 - Distribuir as rações congeladas no campo de
tiro de Alcochete ao abrigo do OE 2001 (Orçamento Estragado
anual). Efeito:poupança de 15.000 refeições
nas cantinas públicas.
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Medida
6 - Elaborar o OE em duas fases, debatendo primeiro na Assembleia
da
República os grandes agregados macroeconómicos e do
documento, para depois submeter aos deputados a proposta. Efeito:
2002 e seguintes.
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Medida
6 - Elaborar o OE (Orçamento Estragado) em duas fases,
batendo primeiro na Assembleia da República e nos grandes
agregados macroeconómicos do momento, para depois submeter
aos deputados uma proposta de prémio pessoal adicional misto
(queijo e fiambre). Efeito: aprovações de orçamentos,
garantidas nos anos 2002 e seguintes e a possibilidade de negociar
outros produtos lácteos.
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Medida
18 - Conter até final de 2002 a admissão de novos
funcionários,
designadamente admitindo apenas um trabalhador por cada quatro reformados,
não permitindo a contratação a termo certo
excepto para empregos sazonais,
reduzindo drasticamente o recurso a outros mecanimos de admissão
de
funcionários públicos, como sejam os contratos administrativos
de
provimento. Efeito: imediato.
Medida 19 - Aumentar a mobilidade dos funcionários
públicos, nomeadamente
acelerando o processo de criação e dinamização
gestão de recursos humanos.
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Medida
18 - Estender até final de 2002 a demissão de
funcionários actualmente em curso. Após esse período,
será admitido apenas um funcionário por cada quatro
que sejam necessários.
Efeito: imediato.
Medida
19 - Aumentar a mobilidade dos funcionários, nomeadamente
pela colocação de cadeiras de rodas e outros utensílios
nos corredores dos espaços públicos, acelerando o
processo de queda e fracturação dos recursos humanos.
Efeito: poupança significativa pelo pagamento de baixas em
vez de vencimentos. A ausência dos funcionários será
ainda aproveitada para leilões imediatos do mobiliário
de escritório desses serviços (é de prever
que os funcionários não regressem...).
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Medida
50 - Limitar no tempo, por exemplo a cinco anos , os subsídios,
benefícios e apoios desta natureza e obrigando à sua
confirmação.
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Medida
50: Esta medida revoga todas as anteriores. Entrada em vigor:
assim que eu for demitido (talvez não falte muito
).
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