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Era
uma vez... um Anjo Selvagem.
Uma criatura aparentemente revoltada e desgostosa com o mundo
em que vivemos, mas também com bons motivos para isso.
No decorrer da história, começam a aparecer
os seus familiares, cada um pior do que o outro.
A sua mãe - A Senhora das Águas
- passava a vida a viajar em grandes e luxuosos paquetes,
o que levou a que os colegas da escola atribuíssem
ao pequeno anjo a alcunha de Filha
do Mar. Aos problemas escolares junta-se a descoberta
de que existe uma outra irmã, um Clone,
que ainda é pior do que o original. Juntam-se, assim,
duas autênticas Filhas da Mãe.
Os
anos vão passando mas nem por isso as duas irmãs
se tornam mais sensatas. Na sua Fúria
de Viver acabam por ser envolvidas em várias
intrigas, amores impossíveis e até paixões
que nem o mar separa...
Desesperada,
a criatura vai procurar na fé a ajuda que necessita
e acaba por encontrar uma Padroeira
que acede a servir-lhe de guia espiritual. Infelizmente a
sua mentora acaba por concluir que a única solução
é separar de vez as duas irmãs, de preferência
colocando muitos milhares de quilómetros entre elas.
Na
cena final pode ver-se a pobre criatura a embarcar com direcção
à América enquanto a sua irmã, lavada
em lágrimas, fica junto ao cais gritando histericamente:
Nunca digas Adeus,
Nunca digas Adeus...
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