Notícias da edição de Novembro 2002
 
 


  Primeiro-Ministro aproveita época festiva


Os nossos espiões que integram a actual equipa governamental conseguiram interceptar a carta recentemente enviada por Barrão Duroso ao Pai Natal. Em rigoroso exclusivo, passamos a transcrever os pedidos do nosso Primeiro para este ano.

Querido Pai Natal,
Senhor Presidente da Mesa do Natal
Senhor Presidente da União das Renas
Senhor Presidente da Liga dos Trenós
Senhores Convidados
Senhores Não Convidados
 
P.S. - Se alguém de outro país te pedir um Ministro da Defesa, podes dar o meu contacto? Já pedi a alguns amigos (junto fotos) mas ainda não consegui arranjar uma colocação para o tirar daqui...

Caro Pai Natal, na sua pessoa saúdo todos os militantes social-democratas que merecem prendas nesta época festiva.
O vosso contributo foi e será sempre imprescindível para o desenvolvimento do nosso país, sobretudo nesta época de contenção de despesas.
Saúdo ainda as senhoras renas que o acompanham sempre durante a noite do dia 25, com especial profissionalismo e isenção.

Talvez aches estranho que te escreva este ano, uma vez que, julgarás tu, já terei tido presentes que bastem nas últimas eleições...
Contudo e como deves ter acesso aos resultados das últimas sondagens de popularidade, quis esclarecer que ninguém se têm portado melhor do que eu, nem com os pais, nem com os irmãos, nem com os amigos, nem com os vizinhos. Fiz decretos-lei sem cobrar, ajudei velhinhos a receberem a reforma todos os meses e não houve nada que eu não fizesse pelos meus semelhantes.

É verdade que nem tudo têm corrido pelo melhor, mas o PSD precisou de tempo para se relançar, para se animar, para ganhar uma nova alma... E só o conseguimos porque os nossos militantes são exigentes e porque sentimos que Pai Natal está à espera das nossas boas acções para nos recompensar.
Não te queremos desiludir, mas sim confirmar a esperança que tantos, como tu, depositam no nosso partido.

Sabemos que, também para ti, as pessoas não são números que se adicionam numa folha de papel, mas sim seres humanos que precisam da ajuda desinteressada de quem não quer nada em troca...
Ora, é precisamente por este motivo que te escrevo este ano. Nada quero pedir para mim, pois bem sabes que sempre defendi que a solidariedade não pode servir interesses político-partidários.

Assim, queria apenas solicitar-te uma pequena contribuição com vista ao sucesso individual de todos os portugueses. Resumindo, seria possível deixares na minha meia um pequeno cheque que fosse suficiente para o orçamento do ministério da Saúde do ano que aí vem?
(a Manuela diz que já não há quase nada...)

Ficando a aguardar a tua resposta/cheque, subscrevo-me antecipadamente grato pela tua ajuda na política da saúde.
Juntos, continuaremos esta aposta na realização plena do Homem, fulcral para enfrentarmos com sucesso o progresso e aumento de impostos que tanto ambicionamos.

Barrão Duroso

Tentei aqui perto, mas nada feito.
Depois quis vender o nosso Paulo Tortas ao amigo Toni (para a guerra ao Iraque).
Procurei vagas noutros continente mas não obtive sucesso em grandes países...
... e e nem nos pequenos o quiseram!
Quando já sentia a corda na garganta,
fui até Roma mas não houve milagre que me retirasse este Ministro da Defesa!
Assim, só me restou mesmo escrever-te mais uma vez.
Eu e Portugal esperamos pela tua ajuda!

 


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Qualquer semelhança entre estas notícias e a realidade é pura coincidência.


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